DORT ou LER para os Íntimos

(matéria de Renata Soller Spalato extraída da Revista Terapia Floral Ano IV nº18 )

Conhecidas como LER, Lesões por esforço repetitivo, e registrada atualmente pela sigla DORT, distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho, as doenças do trabalho atingem um número cada vez maior de pessoas. Costumam ser freqüentes em quem enfrenta longas jornadas executando sempre o mesmo movimento e não perdoam os que vivem sob forte tensão emocional, pressão psicológica e estresse.

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Não é de hoje que os trabalhadores vem sofrendo no corpo as conseqüências do excesso de trabalho. A credita-se que as primeiras vítimas desse frenesi produtivo foram os escriturários. Já no começo do século 18, empolgados com os avanços dos tempos modernos, eles começaram a sofrer alguns sintomas, quando aposentaram as ultrapassadas penas de ave e passaram a escrever com penas metálicas, que agilizavam as tarefas.

Com o advento da caneta-tinteiro, que já vinha com reservatório de tinta, seus sucessores enfrentaram um outro agravante. Ao deixarem de fazer os movimentos alternados de molhar a pena no tinteiro e voltar a escrever, os escriturários dedicavam-se a produzir mais, em menos tempo e, dessa forma, aproveitar o tempo livre para continuar executando um trabalho que exigia basicamente sempre o mesmo movimento e esforço.

Sua meta era acelerar o ritmo de produção, mas o que eles não imaginavam é que o progresso, já naquela época, estipulava seu preço e o excesso de esforço repetitivo, aliado à falta de limites, foi o bastante para que surgissem os primeiros diagnósticos de lesões localizadas.

Mas só na década passada as chamadas lesões por esforço repetitivo foram batizadas com a sigla LER.

Hoje, em plena era informatizada (e principalmente por isso), a síndrome passou a representar uma ameaça ao trabalhador, uma pedra no sapato dos patrões, um desfalque na economia e no bolso do empregador e , sem dúvida, uma questão de saúde pública.

Crise de Identidade
As Ler passaram por uma crise de identidade, transformando-se oficialmente na nova sigla DORT, que significa distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho. Isso por que nem todas as lesões são causadas por esforço repetitivo. Algumas provêm de postura incorreta e muitas decorrem de métodos e condições precárias de trabalho. Para combater essas causas, a ergonomia vem aperfeiçoando os equipamentos de trabalho, de forma a ajustar cadeiras ao tipo físico da pessoa, criar apoio de teclados e mouses de computador, entre outros benefícios.

Grande parte das lesões, no entanto, é fruto da tensão, do estresse e do descontentamento profissional. Esse conjunto de patologias * atinge principalmente os membros superiores e a coluna cervical, mas nada impede que se manifeste na pernas, pés, joelhos ou tornozelos.

Nem mesmo a dona-de-casa está livre do DORT, quando estende roupas no varal e permanece muito tempo com o braço esticado, ou o professor que mantém o braço estendido na mesma posição enquanto escreve no quadro negro, além do ciclista que força os músculos das pernas, ou a costureira que flexiona os pés no pedal de sua máquina. A síndrome afeta o aparelho locomotor, comprometendo músculos, articulações e tendões, além de vasos, nervos e ligamentos. Em estágios avançados, provoca dores terríveis, perda de força muscular e falta d controle do movimentos, levando um número cada vez maior de pessoas ao afastamento do trabalho.

Falta de Tato
Segundo Nicholas Schorr, médico e sócio-diretor da Qualis, o DORT é conseqüência de um trabalho mal organizado. “Para preveni-lo, o trabalhador deve prestar atenção as sinais enviados pelo corpo. No caso das lesões, a dor é a manifestação, o alarme para sinalizar que estamos excedendo nossos limites”.
Entre as causas apontadas do crescimento maciço de casos da síndrome, nas indústrias, nos bancos e empresas em geral, , não se descarta a falta de tato dos patrões para lidar com as vantagens tecnológicas, exigindo do funcionário um emprenho cada vez maior, de “dar o sangue” (ou mais especificadamente os músculos, nervos, tendões e articulações) para superar as metas.

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O primeiro grupo de profissionais a adoecer no país foi o de digitadores do centro de processamento de dados do Banco do Brasil, que não deram ouvidos aos sinais enviados pelo próprio organismo. Atualmente mais da metade das licenças médicas nas empresas são atribuídas ao DORT. Entre os mais atingidos, estão os digitadores, metalúrgicos e caixas de bancos, que representam 70 por cento dos casos notificados de Ler no país.

Ossos do Ofício
Apontadas como o mal da era informatizada, as Ler são também bastante comuns entre jornalistas, escritores, secretárias, dentistas, telefonistas e enfermeiros. A síndrome ataca mais as mulheres, especialmente as que enfrentam dupla jornada de trabalho (for e dentro de casa). Resta saber por que entre os que se esforçam de mais, alguns se mantêm imunes à síndrome, enquanto outros , não.

Não descarte, de maneira alguma, as causas emocionais do DORT. Certamente o indivíduo bem resolvido, que gosta da empresa em que trabalha, tem certeza que escolheu a profissão certa e sente prazer no que faz, fica mais protegido contra as Ler do que aquele que acorda mal-humorado e permanece desgostoso e naufragado num oceano de reclamações o dia todo.

Segundo Herval Pina Ribeiro, doutor pela Faculdade de Saúde Pública da USP, a frustração ocorre principalmente quando o empregado não dispõe de autonomia nas atividades que realiza. O médico coordenador do programa de Prevenção, Detecção e Tratamento Precoce das Ler em trabalhadores bancários, acredita que a liberdade para fazer a própria escolha profissional serve de antídoto contra as lesões. E argumenta: “Na maioria das vezes, as pessoas não tem a chance de escolher suas profissões e trabalham porque precisam de dinheiro. Por causa disso, tudo o que fazem é por obrigação. Então projetam sua insatisfação para as ferramentas de trabalho, que são membros de seu corpo”.

Amor à arte
Nem sempre, no entanto, a causa da doença, está no descontentamento profissional. Luis Cesar Ferreira, 33 anos, artesão biju há 12, adora o que faz.  Sócio-proprietário da Korpus Nu, há cerca de cinco anos, amargou uma dolorida tendinite que o afastou do trabalho por 30 dias. “Um ano e maio depois que começamos a produzir bijus artesanais, o problema se manifestou”., conta. Durante seis meses, Luis Cesar vinha realizando o mesmo trabalho, para concluir a coleção de bijus. Segurando o arame com a mão esquerda e o alicate com a direita, fazia uma forte pressão, repetindo o mesmo movimento e esforço mais de oito horas por dia. De repente, começou  a sentir dor no pulso. O problema apareceu na mão direita, que era mais exigida. A dor chegou devagar até se tornar constante.
“Na época eu vivia um período de muita tensão. As encomendas não paravam. Vendíamos tanto que eu temia não dar conta. O compromisso assumido me levava a produzir cada vez mais e mais depressa. O braço formigava. Quando senti umas fisgadas fortíssimas que subiam até o ombro, procurei o ortopedista. O médico deu o diagnóstico. Perguntei qual o remédio. Ele respondeu: “parar de trabalhar”. Para evitar qualquer esforço de minha parte, engessou o braço por um mês. Só me livrei da dor quando parei de mexer com o alicate, mas até hoje não tenho mais firmeza nessa mão e ainda sinto a região quanto faço esforços repetitivos”.

Liberdade e prazer
Trabalhar sob pressão não é privilégio de poucos. Ao constatar que a maior parte dos instrumentistas da orquestra sinfônica de Montreal e Toronto sofriam de Ler, pesquisadores canadenses resolveram investigar cuidadosamente as causas do fenômeno. O objetivo da pesquisa era saber por que esses profissionais desenvolveram a síndrome, enquanto músicos de jazz, por exemplo, nunca haviam ouvido falar de algum caso de Ler entre eles. Constataram que, embora todos gostassem de ser músicos e utilizassem os mesmos instrumentos para tocar, sua rotina de trabalho era bastante diferente.

Os instrumentistas da orquestra sinfônica precisavam observar atentamente cada movimento do maestro e seguir seus comandos, o que exige muita disciplina, tensão e rigidez. Por sua vez, os músicos de jazz improvisam a todo momento, tocam com descontração e não são conduzidos por ninguém. Isso prova que o problema não está na execução do esforço em si, mas na maneira e sob que condições emocionais a pessoa trabalha.

Mais valia
“A síndrome não representa apenas um problema ortopédico, ergonômico, econômico ou psicossocial. É um retrato do ser humano do século XX que, com tantas facilidades, não está sabendo utilizar o tempo disponível”, argumenta Wagner Bellucco, médico homeopata. Nesse sentido, todo o desenvolvimento tecnológico, que surgiu para ajudar a humanidade, vem se transformando em um ameaça à qualidade de vida. Afinal a jornada de trabalho continua igual ou maior que antes, com uma quantidade de responsabilidades e atribuições ainda maior. Em grande parte, as doenças do aparelho locomotor surgem do desgaste físico e mental daqueles que correm contra o relógio para aumentar os ganhos e a produtividade.mas afetam também os que não encontram motivação naquilo que fazem, ameaçando ainda quem trabalha perturbado pelo medo de fracassar ou perder o emprego.

“O DORT deixa grandes marcas na vida do trabalhador, pois ataca a população economicamente ativa, que tem entre 18 a 50 anos”, afirma o Dr. Schorr. Quanto maior sua gravidade, maior o sofrimento psíquico do indivíduo, principalmente quando ele se vê afastado do trabalho. “A pior etapa da doença é quando o trabalhador sente sua capacidade profissional abalada. Dificilmente quem sofre de Ler volta à ativa na mesma área. Na maioria dos casos, eles até retornam ao trabalho, só que ocupando funções diferentes”, completa.

Emoções saudáveis para um corpo são
Se fatores emocionais, como insatisfação, falta de liberdade criativa, tensão e estresse colaboram no aparecimento da síndrome, a incapacidade de atuar, por sua vez, desencadeia novos problemas. Entre eles, queda na auto-estima, insônia, insegurança, medo, mau-humor e até depressão.Por isso, prescrever antiinflamatórios não vai resolver o problema. O melhor, nestes casos, é contar com a equipe multidisciplinar, tendo a mão o ortopedista, o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, além do psicólogo. O auxílio de um bom terapeuta floral com conhecimentos amplos de psicologia, pode ajudar você a chegar mais rapidamente às causas emocionais do problema, para livrar-se dele o quanto antes.

Sem dúvida a ansiedade de produzir mais, gerando excesso de trabalho, pode desencadear o Dort. Alie a isso a insatisfação traduzida em sentimentos de raiva, irritação, aborrecimento e frustração, além do medo de tomar decisões precipitadas, e você estará muito mais propenso a desenvolver uma inflamação ou compressão na regiões preferidas pela síndrome.

Reação Psicossompática
Segundo Louise Hay, especialista em relacionar emoções e saúde, quando a Ler se manifesta em forma de síndrome do túnel de carpo, por exemplo, pode estar ligada à raiva e à frustração dos que se sentem injustiçados. A bursite pode ser uma reação à própria agressividade do indivíduo, vitimado pelo medo de agredir alguém. Problemas com as mãos indicam a nossa dificuldade em dar e receber, ou em lidar com o dia-a-dia, enquanto os braços comprometidos no impedem de “abraçar” nossas experiências.

Para Hay, a coluna cervical, que funciona como uma espécie de suporte da cabeça (e da mente), pode ser afetada quando o indivíduo se vê sem qualquer apoio emocional, mergulhado na dúvida em relação a sua capacidade e competência. Afeta, em geral, os indecisos, ressentidos e inflexíveis, que estão sempre tentando fazer mais do que podem, chegando a se culpar quando não conseguem seus objetivos. Essa região é atingida ainda por “emoções represadas” e pela sobrecarga de trabalho. Bloqueada, ela impede o movimento do pescoço, que nos permite enxergar o todo de forma abrangente.

Os ombros por sua vez, “suportam o mundo” e quando não agüentam mais caem, tornando-se uma presa fácil do Dort, especialmente se o dia-a-dia vem sendo um fardo difícil de carregar. A autora de Você Pode Curar Sua Vida acredita que os nervos são os informantes do nosso corpo e quando atingidos, denotam uma certa falha de comunicação entre a anatomia física e a sutil. Já as articulações comprometidas indicam resistência em aceitar mudanças, no caso, dos que estão mesmo insatisfeitos com sua ocupação.

A falta de habilidade em mudar de direção e lidar com novas experiências pode comprometer os cotovelos. A rigidez muscular, por sua vez, ocorre quando a pessoa exige demais de si mesma e encontra dificuldade de lidar com diferentes situações. Os ossos, simbolicamente, aparecem relacionados à nossa estrutura e flexibilidade mental. Quanto maior o estreitamento da mente e tensão, maiores as chances deles serem atingidos.

Florais que poderão auxiliar no tratamento de Ler e Dort

Padrão = Essência Floral

Impacientes (mais sensíveis a dor) = Impatiens (Bach)
Críticos demais = Beech (Bach)
Carentes = Chicory
Ressentidos = Willow
Amargos com raiva constante = Holly (Bach)
Exigentes demais consigo mesmos = Rock Water
Aqueles que ultrapassam os próprios limites de exaustão = Oak
Fanáticos pelo trabalho = Vervain (Bach)
Mandões = Vine (Bach)

Um ou mais desses florais de Bach fará parte da composição indicada para cada vítima do Dort, além do Rescue (5 flowers Healing herbs).

No Repertório dos Florais de Saint Germain está indicado as essências para tratamento do Ler: Mimosinha, Varus e Piper 

Poderá acrescentar as seguintes essências se for o caso:

Falta de prazer = Wild Rose (Bach) ou Melissa (Saint Germain)
Medo de perder o emprego e fracassar = Mimulus e Larch (Bach)
Sensação d incapacidade = Elm (Bach)
Medo de agredir alguém = Cherry Plum (Bach)
Tédio = Hornbeam (Bach)
Postura inadequada = Cestnut Bud (Bach)
Falta de perspectivas = Wild Oat (Bach)
Desgaste inútil de energia = Olive (Bach)
Ansiedade = Allium (Saint Germain)
Emoções represadas = Red Chestnut (Bach)
Estresse = Formula floral para o estresse (Saint Germain)

Medidas de Apoio

– Exija equipamentos adequados de escritório. Opte por aqueles que seguem a linha da ergonomia. Seu corpo precisa de conforto durante as horas que está trabalhando. Se você trabalha sentado, prefira cadeiras anatômicas, que respeitem o formato do corpo. Diante do computador, utilize apoio de mãos para digitar e, se a cadeira for alta, use suporte para os pés.

– Estabeleça pausas durante uma atividade e outra. Levante e se movimente. Não permaneça muito tempo na mesma posição.

– Mantenha-se atento a sua postura. Corrija-se toda vez que notar estar em posição inadequada.

– Pratique exercícios, no mínimo, três vezes por semana, para liberar o excesso de tensão acumulada.

– Explore a criatividade para que o trabalho não caia na rotina, até se tornar pura obrigação.

– Evite os desgastes emocionais. Procure driblar a carga de negatividade e livre-se do mau-humor

– Não acumule insatisfações. Tente encontrar saídas saudáveis para o seu dia-a-dia. Se for o caso arranje outro emprego. É ideal que você esteja contente naquilo que faz.

– Estabeleça metas saudáveis para cumprir, entre elas o respeito pelas horas de lazer. Não exagere na dose de trabalho e organize melhor o tempo para não se sentir sobrecarregado.

– Recuse-se a trabalhar em clima de “alta tensão”, procurando expor sinceramente o que pensa, resolver seus problemas e melhorar a relação com os colegas.

Tratamentos Complementares

Acupuntura

Lian Gong

Ginástica Laboral

RPG

Meditação

 

O Princípio 90/10

Muitas vezes, estamos inspirados e escrevemos o que pensamos. E como é importante a nossa idéia ser escrita.  E que este texto ‘clean’, simples (e, por isso, de muita profundidade) possa ser lido por muitos durante a eternidade…
É o caso de Stephen Covey (muitas vezes, não compreendido pelos seus pensamentos) que pôde retratar no texto abaixo as nossas “re-ações” num mundo onde 90% criticam aqueles que fazem.
Criticar é também uma ação (se for consciente e construtiva) e pode ser uma reação (se for inconsciente e destruidora). Cabe a cada um de nós decidirmos qual caminho que queremos trilhar…
Vamos saborear o texto “crème de la crème” deste autor.

O Princípio 90/10

QUE PRINCÍPIO É ESSE?
Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.
O QUE ISTO QUER DIZER?
Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho.
Mas, você é quem determinará os outros 90%.
COMO?
Com sua reação!
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.
Então, você se irrita.
Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal…
Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai para o trabalho também contrariada.
Você tem que levar sua filha de carro para escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 minutos de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra sem se despedir de você.
Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso para o dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechadas, em silêncio e frias com você.
POR QUÊ?
Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
PENSE, POR QUE SEU DIA FOI PÉSSIMO?
a – por causa do café?
b – por causa de sua filha?
c – por causa de sua esposa?
d – por causa da multa de trânsito?
e – por sua causa?
A resposta correta é a da letra “e”.
Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim.
O café cai na sua camisa, sua filha começa a chorar e então você diz a ela, gentilmente: “está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado”. Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui dando adeus com a mão.
NOTOU A DIFERENÇA?
Duas situações iguais, que terminam muito diferentes. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
AQUI TEMOS UM EXEMPLO DE COMO APLICAR O PRINCÍPIO 90/10.
Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem, reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.
COMO REAGIR A ALGUÉM QUE LHE ATRAPALHA NO TRÂNSITO?
Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe?
E o que acontecerá se você perder o emprego? Vai ficar preocupado, angustiado, perder o sono e adoecer?
ISTO NÃO FUNCIONARÁ!
Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho.
Seu voo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por que manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada.
Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.
Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo. Por desconhecerem o poder de escolher suas reações diante dos acontecimentos, milhares de pessoas estão sofrendo e se estressando desnecessariamente. E o estresse destrói nossa saúde e nos envelhece.
TODOS DEVEMOS CONHECER E PRATICAR O PRINCÍPIO 90/10.
Ele pode mudar a sua vida!
Autor: Stephen R. Covey (nascido em 24 de Outubro de 1932 em Salt Lake City, Utah) é autor do best-seller administrativo (classificado por alguns como livro de auto-ajuda) “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, publicado pela primeira vez em 1989, como também do livro “Primeiro o Mais Importante”, dentre outros. Ele é fundador da Covey Leadership Center em Salt Lake City, Utah, e da “Covey” de FranklinCovey Corporation, que ensina a como fazer planejamentos nas organizações.
Comentários: Josef Karel Tlach

 

Meu Mestre – Meu Amigo

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Todos nós temos um mestre. Cada um o descobre em alguma fase de sua vida e dá um nome a ele: Deus, Espírito Santo, Jeová, Alá, João, Jesus, Maria, José, voz interior, amigo secreto, etc.
Dizem que quando o discípulo está pronto, o mestre aparece… Mas, na verdade, ele sempre esteve presente em nossas vidas. Nós, ainda, que não o re-conhecemos. Digo “re” porque a maioria de nós (na nossa infância) brincávamos com ele e os adultos o chamavam de “amigo invisível”, “amigo secreto”, etc. 
É… desde que fomos concebidos, ele já estava lá nos acompanhando. Alguns o personificam numa pessoa; outros acreditam que ele é ligado a uma religião e muitos nunca pensaram nele. Na verdade, ele é designado por Deus para cuidar de você e da sua existência, aqui, nesta dimensão. E ele, na sua profunda humildade, a aceita, sem discussão. Geralmente, você já tem uma ligação muito estreita com ele, de vidas anteriores.
E você conversa com ele todos os dias. Acredita que é somente a sua mente fazendo perguntas e dando respostas ou que é o seu cérebro funcionando. Mas ele é fiel a você e te acompanha 24 horas por dia, todos os dias, em todos os locais: no trabalho, no carro, no ônibus, na escola, em casa, nos seus mais profundos pensamentos. Você pode pensar: “então, eu perdi a minha individualidade e o meu livre-arbítrio?” Eu digo que não – pelo contrário, ele o respeitará profundamente, mesmo você não acreditando nele.
A nossa mente é uma verdadeira “winchester” onde são guardadas todas as informações que a nossa essência consegue captar (entenda-se como sendo ‘a nossa essência’ a união dos nossos quatro corpos: emocional, mental, físico e vibracional). Ou seja, a nossa mente armazena o nosso passado e toma decisões baseadas no mesmo. Mas, o aprendizado é no presente e não podemos somente decidir observando o nosso passado. Portanto, o nosso cérebro não está preparado para tomar decisões no presente.
Mas, o Grande Arquiteto do Universo não nos deixou a sós em nosso caminho. Ele nos deu um mestre, Seu Representante, que é nossa voz interior que pergunta, questiona, dá respostas e é presente sempre. Pensamos que é o nosso cérebro, mas não o é. Não estou menosprezando a capacidade cerebral do ser humano e sei, também, que a ciência ainda tem muito a desvelar sobre este tema.
O nosso mestre também está em evolução, ou seja, aprendendo como nós. Mas, ele tem uma consciência muito maior que a nossa para orientar os nossos passos para o nosso verdadeiro caminho de vida.
Você pode estar se perguntando: “como posso ter uma conversa com o meu mestre? Ele me dará todas as respostas que quero, sobre qualquer assunto?” E a resposta que lhe dou é: sim, ele pode lhe dar todas as respostas, mas você precisa se aproximar dele e ouvi-lo. Sim… aproximar-se dele é você assumir o seu verdadeiro caminho de vida, é autoconhecer-se, é buscar o seu interior, é falar consigo mesmo(a),
Uma dica: em vez de você achar que o seu cérebro é que resolve tudo, mude de atitude, acredite e fale para si mesmo(a): “quero conversar com o meu Mestre Interior”. Se apresente a ele (você pode ficar se olhando num espelho) e faça as perguntas que quiser. Observe as respostas, anote o que achar interessante e, depois de alguns dias, releia o que escreveu.
No inicio deste processo, você perceberá que o seu Mestre está muito distante, mas, na verdade, é você e o seu cérebro que ainda não estão acostumados com esta realidade nova que te proponho. Seja insistente: tente várias vezes, determine um período de tempo: “farei este exercício, todos os dias, durante 30 dias, quando estiver voltando do meu trabalho” – e converse com ele, faça perguntas, obtenha respostas, anote-as num caderno específico para este exercício e leia posteriormente.
No começo, o seu cérebro ficará muito resistente e dirá: “isto é um absurdo, nunca ouvi falar sobre isto, não há registros no meu passado sobre isto, estou ficando doido, que besteira, etc, etc ,etc…”. Na verdade, o seu cérebro “esqueceu” que o seu mestre existe e ficou “formatado” com os conceitos recebidos dos seus pais e da sociedade em que vive. Eu acredito na “pureza” das crianças e acredito que elas crescem e se tornam adultos (a “pureza”, nesta fase, é tachada de “ingenuidade”). Na verdade, a pureza está no adulto que a embota.
Digo sempre que os adultos são crianças crescidas. E o nosso mestre vem resgatar a nossa pureza de alma, a nossa criança, o nosso amor verdadeiro. E uma criança ama incondicionalmente os seus pais, sejam eles certos, incertos, errados, ferozes, feridos, felizes, etc. O nosso mestre nos ensina, em todos os momentos, o amor verdadeiro que Deus nos deu.
Com o passar do tempo, o seu cérebro aceitará o seu mestre como uma verdade. Então, você reconhecerá o grande amigo que sempre acompanhou os seus passos na sua vida. Você perceberá que não está sozinho e nunca esteve. Que Deus, na sua infinita sabedoria, nunca nos deixou a sós. Isto não é preenchimento da nossa solidão, é, sim, a descoberta da grande ligação espiritual que existe no nosso Universo. Tudo está interligado, tudo é Deus.
Acredite no seu mestre porque ele sempre acreditou em você!
Autor: Josef Karel Tlach em 11.11.2010

O Verdadeiro Caminho de Vida


“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
 A cobiça envenenou a alma dos homens… levantou no mundo as muralhas do ódio… e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.” (“O Último Discurso”, do filme “O Grande Ditador”, em 1940, de Charles Chaplin)
Todo homem quer viver plenamente, ou seja, ser feliz (com a família, amigos e no seu trabalho). Para isto acontecer, é necessário ele tomar decisões que levam a percorrer um caminho de vida. As vezes, de percurso mais longo, outros com ‘pedregulhos’ e ‘rochas’ que atrapalham o seu caminhar, caminhos curtos, caminhos que não chegam a nenhum lugar e, em poucas ocasiões, no seu verdadeiro caminho de vida.
Mas o que é o verdadeiro caminho de vida? É aquele que você percorre para cumprir a sua missão ao chegar aqui, neste planeta. E o seu coração bate forte e ‘gostoso’, quando você o está trilhando. As coisas acontecem, as coincidências são muitas, as portas se abrem naturalmente e a vida flui. É bem verdade que saímos e voltamos para a rota, muitas vezes ao dia – é um verdadeiro exercício de consciência onde erramos, perdoamos, acertamos, caímos, levantamo-nos, amamos uns aos outros, rimos, choramos, aprendemos, sublimamos, etc. Não acreditamos em coincidências e somente existem evidências. Quando falamos nas coincidências é porque ainda não temos a total consciência de como o Universo engendrou tal fato. 
Mas, como saber se estamos no nosso verdadeiro caminho de vida? Simplesmente, pergunte ao seu coração: “eu me sinto bem com a minha existência atual?”. Se você sentir uma suavidade, satisfação. alegria em seu peito, então, está no seu verdadeiro caminho; caso contrário, sente tristeza, sofrimento, decepção, pesar, etc, então, deve refletir e reavaliar o que está fazendo e não te agrada, com quem está se envolvendo pessoal e profissionalmente, etc. Muitas vezes, estamos tão longe dele que não acreditamos que ele existe. É comum se ouvir: “a vida é assim mesmo…”, “não posso mudar o que já está definido para mim…”, “Deus quer que seja assim…”, “e se eu perder o meu emprego…, a minha família…, os meus amigos….”. Mudar parece sinônimo de “insegurança”. Mas, nada é parado no Universo e, graças a Deus, que é assim: temos sempre a oportunidade de nos “mudar”: a transformação constante do Universo nos permite isto.
Perceba que falamos na “linguagem do coração”. E porque não pensar racionalmente? É o que fazem a maioria das pessoas e esquecem que o ‘coração’ é o seu ‘melhor amigo’. Ele nos diz, a todo instante, se estamos felizes ou tristes com aquilo que fazemos (e ser feliz é estar dentro do seu verdadeiro caminho). As primeiras impressões que tivemos do nosso mundo ao nascer, foram somente através dos nossos sentidos. E inibimos esta ‘sensibilidade’ conforme o nosso corpo mental foi se desenvolvendo com o decorrer dos anos. Racionalizamos tudo e inibimos a nossa sensibilidade. A redescoberta desta linguagem emocional é trabalho da terapia floral junto ao seu paciente, expandindo a sua consciência, através do equilíbrio do seu corpo emocional. 
Charles Chaplin dizia  “O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza… mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura…”, ou seja,  precisamos ser mais emocionais para termos compaixão com o nosso próximo e entregarmos um mundo melhor para a nossa família, para nossos amigos e para a nossa sociedade. Vamos unir os nossos corações e vamos perceber que coração é um só, uma só batida, um só pulsar. Quem vive, pulsa. E quem pulsa merece o nosso verdadeiro amor.
Trilhe o seu verdadeiro caminho de vida e seja verdadeiramente feliz!
Autor: Josef Karel Tlach em 10.04.2010

Viva o Agora! Viva o Amor!

O maior presente que recebemos de Deus é a nossa Vida manifestada no presente. É o que toda natureza faz: realizações – “real ações” – ou seja, trilha o seu verdadeiro caminho de vida transformando o agora.
Este vídeo me emocionou muito porque aquele que experenciou a sua morte, sabe dar o valor incomensurável à Vida. E não perde tempo, somente quer realizar no presente.
Chega de ilusões, desejos, paixões… o AMOR se torna o foco.
Amor a todos e a tudo. Sentir o ‘cheiro’ dos ventos, da chuva, das flores, das frutas e dos campos; dizer um “bom dia” com o seu coração para as pessoas que você não conheçe: no elevador, na padaria, no supermercado, no seu trabalho, para o gari que limpa a sua sujeira todos os dias…; amar plenamente a sua família, os amigos e até perdoar os seus “inimigos”…
Estar presente é vivenciar a maravilhosa obra do nosso Grande Arquiteto do Universo. É gerar Vida para tudo e para todos, sendo a criatura copiando e respeitando o seu Criador.
Josef Karel Tlach em 10.01.2013
Vídeo: Palestra de Rick Elias com o tema: ” As 3 Coisas que aprendi quando meu Avião caiu…”

Gratidão!

Os Efeitos Incríveis da Gratidão

Pesquisadores confirmam como o sentimento de mostrar-se agradecido melhora o sono, além de diminuir a ansiedade e a depressão.
O ato de cultivar uma “atitude de gratidão” tem sido relacionado por psicólogos a uma saúde me­­lhor, a um sono mais profundo, a menor ansiedade e depressão, a maior satisfação com a vida a longo prazo e a um comportamento mais gentil para com os outros, inclusive parceiros românticos.
Um novo estudo demonstra que sentir-se grato faz com que as pessoas se tornem menos passíveis de ficarem agressivas quando provocadas.
Sentimento diminui Agressividade
Um experimento recente da Universidade de Kentucky mostrou o que acontece quando você ataca alguém que o incomoda. Após entregarem uma redação, alguns alunos receberam elogios enquanto outros receberam uma avaliação mordaz: “Esta é uma das piores redações que eu já li!”
Depois, cada aluno jogou um jogo de computador contra a pessoa que havia feito a avaliação. O ganhador do jogo poderia administrar uma descarga de barulho contra o perdedor. Não é de surpreender que os redatores insultados retaliaram contra seus críticos submetendo-os a descargas especialmente altas – muito mais altas do que o barulho administrado pelos alunos que haviam recebido avaliações positivas.
Mas houve uma exceção a essa tendência entre um subgrupo dos alunos: aqueles que foram instruídos a escrever redações sobre coisas pelas quais eram gratos. Após esse exercício em contar seus benefícios, eles não se sentiram incomodados pela crítica negativa – ou pelo menos não se sentiram compelidos a aumentar o barulho contra seus críticos.
“A gratidão é mais do que só sentir-se bem”, disse Nathan DeWall, que orientou o estudo na Kentucky. Ao aumentar a empatia, ela ajuda as pessoas a ficarem menos agressivas. “É uma emoção com oportunidades iguais. Qualquer um pode experienciá-la e se beneficiar dela”.
Mas, e se você não for do tipo grato? De acordo com os pesquisadores, comece com uma gratidão “light”. Esse é o termo usado por Robert A. Emmons, da Uni­­versi­­dade da Califórnia, em Da­­vis, para a técnica que ele utilizou em seus experimentos pioneiros conduzidos juntamente com Michael E. McCullough, da Uni­­versidade de Miami.
Eles instruíram as pessoas a manter um diário listando cinco coisas pelas quais elas se sentiam gratas, como a generosidade de um amigo, algo que aprenderam ou um pôr do sol que lhes tenha agradado.
O diário de gratidão era breve – só uma frase para cada uma das cinco coisas – e era preenchido só uma vez por semana, mas após dois meses houve efeitos significativos. Em comparação com o grupo de controle, os indivíduos que mantiveram o diário de gratidão eram mais otimistas e mais felizes. Eles relataram menos problemas físicos e passaram mais tempo se exercitando.
Outros benefícios foram observados num estudo de sobreviventes de poliomielite e outros com problemas neuromusculares. Aqueles que mantiveram um diário de gratidão relataram se sentir mais felizes e mais otimistas do que aqueles no grupo de controle, e esses relatos foram corroborados com observações de seus cônjuges. Essas pessoas gratas também adormeciam mais rapidamente à noite, tinham um sono mais longo e acordavam se sentindo mais renovadas.
“Se você quer dormir melhor, conte seus benefícios em vez de carneirinhos”, aconselha Em­­mons no livro Thanks! (“Obriga­­do!”, em tradução livre), sobre a pesquisa da gratidão.
Mas não confunda gratidão com endividamento. Claro, você pode se sentir obrigado a devolver um favor, mas isso não é gratidão, pelo menos não segundo a definição dos psicólogos. Endivida­­mento é um sentimento mais negativo e não resulta nos mesmos benefícios que a gratidão, que lhe inclina a ser gentil com todos, não somente um benfeitor.
Reação em Cadeia
Num experimento da Univer­­sidade Northeastern, Monica Bartlett e David DeSteno sabotaram os computadores de cada participante e armaram para que um outro aluno os consertasse. De­­pois disso, os alunos que haviam sido ajudados eram mais passíveis de se voluntariarem para ajudar outra pessoa – um completo estranho – em alguma tarefa não relacionada. A gratidão promoveu carma bom. E se funciona com estranhos…
Tente com a sua família. Não importa o quão disfuncional ela seja, a gratidão ainda pode funcionar, diz Sonja Lyubomirsky da Universidade de Califórnia, em Riverside.
“Agradeça por cada gesto gentil ou generoso. Expresse sua admiração pelas habilidades ou talentos alheios – usar com destreza uma faca de cozinha, por exemplo. E dê ouvidos de verdade, mesmo quando o seu avô estiver lhe entediando novamente com a mesma história da Segunda Guerra Mundial”, diz.
Fonte: The New York Times, John Tierney, publicado em 26/11/2011 
Tradução de Adriano Scandolara
Agradecimentos: a T. – amiga e incentivadora do nosso trabalho que nos enviou esta excelente reportagem.

Conselho para os meus Filhos

Conselho para os meus Filhos

Tenho seis crianças adoráveis – uma delas agora adulta, e outras duas quase lá – e penso bastante sobre o que eu acho que elas deveriam saber enquanto crescem e saem para o mundo.
O que eu poderia ensinar de melhor para equipar meus filhos para a vida? Eis o que eu gostaria que eles soubessem:
Você é bom o suficiente. A maior parte das pessoas tem medo de fazer as coisas porque temem não ser boas o suficiente, temem falhar. Mas você é bom o suficiente – aprenda isto e você não terá medo de coisas novas, não terá medo de falhar, não precisará da aprovação dos outros. Você estará pré-aprovado – por si mesmo.
Tudo que você precisa é estar feliz dentro de você. Muitas pessoas procuram felicidade na comida, drogas, álcool, compras, festas, sexo… porque estão procurando felicidade externa. Elas não percebem que as ferramentas para a felicidade não estão fora delas. Elas estão bem dentro de você: atenção, gratidão, compaixão, consideração, a habilidade de criar e fazer alguma coisa significativa, mesmo que seja pequena.
Você pode iniciar o seu próprio negócio. Quando jovem, eu pensava que precisava ir à faculdade e então ter um emprego, e que ter um negócio era coisa para gente rica. Isso estava totalmente errado. É possível para quase qualquer um começar o próprio negócio, e enquanto você provavelmente irá mal no início, você aprenderá rápido. É uma educação muito mais eficiente do que a da faculdade. Tudo de útil que aprendi não aprendi pela faculdade… aprendi fazendo.
Dito isto, tive alguns professores incríveis. Eles porém nem sempre estão na escola: estão em todos os lugares. Um amigo que conheci no trabalho. Meus colegas online. Minha mãe, meu pai, meus irmãos, avós, tios e tias. Minha esposa. Meus filhos. O fracasso. Professores estão em todos os lugares, quando você está disposto a aprender.
Gaste menos do que você ganha. Trinta por cento a menos se conseguir. A maioria das pessoas consegue um emprego e imediatamente gasta sua renda num empréstimo de carro, num aluguel caro ou num financiamento pesado de casa, adquirindo bens e comendo fora usando o cartão de crédito. Nada disso é necessário. Não gaste se você não tem. Aprenda a passar sem, e a ser feliz com menos. Guarde algum dinheiro para que cresça com o poder da renda composta. O seu eu futuro irá lhe agradecer.
Aprenda a amar comida saudável. É tudo uma questão de ajustar suas papilas gustativas, devagar e gradualmente. Aprenda a cozinhar para si mesmo. Tente algumas receitas saudáveis e deliciosas.
Aprenda compaixão. Começamos a vida com uma perspectiva muito egoísta – queremos o que queremos. Mas compaixão é perceber que não somos mais importantes do que ninguém, e que não somos o centro do universo. Alguém está lhe chateando? Saia da sua pequena concha e tente saber como está sendo o dia desta pessoa. Como você pode ajudá-la a sentir menos raiva, menos dor?
Nunca pare de aprender. Se você aprender apenas uma pequena coisa por dia, ela se somará ao longo do tempo imensamente.
Divirta-se sendo ativo. Claro, há muita diversão para se ter online, comendo doces e comida frita, e também em assistir televisão, filmes e jogar videogame. Mas sair e se divertir com amigos, jogar uma bola, nadar, escalar alguma coisa, desafiar um ao outro… isto é ainda mais divertido. E conduz a uma vida saudável, a um coração saudável, e a uma mente mais focada e energizada.
Fique bem com o desconforto. Evitar o desconforto é muito comum, mas um grande engano. Aprender a ficar OK com algum desconforto mudará sua vida.
As coisas que estressam você não importam. Adote uma perspectiva mais ampla: isso será importante daqui a cinco anos? Muito provavelmente a resposta é não. Se a resposta for sim, resolva a situação.
Saboreie a vida. Não apenas os prazeres usuais, mas todas as coisas e pessoas. O estranho que você encontra no ônibus. O sol que toca seu rosto enquanto você caminha. O silêncio da manhã. O tempo com uma pessoa amada. O tempo sozinho. Sua respiração enquanto medita.
Medite.
Não tenha medo de cometer enganos. Eles são dos melhores professores. Ao invés, tente ficar OK com os enganos, e aprenda a aprender com eles, e aprenda a sacudi-los para longe, para que não afetem sua profunda confiança em quem você é.
Você não precisa de ninguém mais para lhe fazer feliz ou validar você. Você não precisa de um chefe para lhe dizer que é ótimo no que faz. Você não precisa de um namorado ou namorada para dizer que você é amável. Você não precisa da aprovação dos seus amigos. Ter amigos e pessoas amadas em sua vida é incrível, mas reconheça quem você é, primeiro.
Aprenda a ser bom com mudanças. Mudança é a única constante na vida. Você irá sofrer se tentar segurar-se às coisas. Aprenda a deixar ir (a meditação ajuda a desenvolver esta habilidade), e aprenda a ter a mente flexível. Não se acomode com o que lhe deixa confortável, e não se feche ao que for novo e desconfortável.
Abra o seu coração. A vida é incrível se você não se fechar para ela. Outras pessoas são incríveis. Abra seu coração, esteja disposto a encarar as feridas que vêm com um coração aberto, e você experimentará o melhor da vida.
Deixe que o amor seja a sua regra. Sucesso, egoísmo, ter razão… estas não são boas regras sob as quais se viver. Ame família, amigos, colegas, estranhos, seus irmãos e irmãs da humanidade. Ame até mesmo aqueles que pensam ser seus inimigos. Ame os animais, a quem tratamos como comida e objetos. Acima de tudo, ame a si mesmo.
E saiba sempre, não importa o que aconteça: eu amo você com cada pequena parte do meu ser.
Fonte: Leo Babauta – autor e mantenedor do blog zenhabits.net.

Do outro lado da cortina!

cortina

Não chore
ORE!
Não tenha preocupações
FAÇA ACONTECER!
AGRADEÇA!
O Pai merece todo o seu Amor
CONFIA!
A Fé sustenta o Amor
Esteja em Paz
SEJA FELIZ!
Aquieta a tua alma
Vá com calma
Não tenha medo
CUIDA DO CORAÇÃO!
Isso tudo é Ilusão
A verdade mora
no outro lado da cortina
Não se iluda
ESTUDA!
Texto de Josef Karel Tlach
do outro lado da cortina para todos nós em Abril/2014

Coração Forte

coracao

Hoje, meu coração bate forte.
Um sentimento profundo pelo meu irmão.
Choro de alegria numa imensa solidão.
Porque sei que vou só.
Buscando a verdade do meu coração…

Autor: Josef Karel Tlach em 21.08.2011

Direito ao Delírio

O texto a seguir é de Eduardo Galeano,  jornalista e escritor uruguaio. Texto singelo, palavras simples, mas que retratam excepcionalmente a insensatez da vida humana. Excelente para refletir e expandir a consciência. Essa característica, tipicamente humana, mas que anda tão embotada.


“Ainda que não possamos adivinhar o futuro, sim, temos ao menos o direito de imaginar como queremos que seja. Em 1948 e em 1976, as Nações Unidas proclamaram extensas listas de direitos humanos; mas a imensa maioria da humanidade não tem mais do que o direito de ver, ouvir e calar. Que tal se começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar? Que tal se delirarmos, um pouquinho? Vamos fixar os olhos mais além da infâmia, para adivinhar outro mundo possível:

– O ar das ruas limpo de todo o veneno que não venha dos medos e das paixões humanas;

– Os carros sendo esmagados pelos cães;

– As pessoas não mais dirigidas pelos carros, nem programadas pelo computador, nem compradas por supermercados, nem também assistidas pela TV;

– A TV deixará de ser o membro mais importante da família e será tratada como um ferro de passar ou máquina de lavar roupa;

– Será incorporado aos códigos penais o crime de estupidez para aqueles que cometem: viver para ter ou para ganhar ao invés de viver para viver simplesmente, assim como canta o pássaro sem saber que canta e como brinca a criança sem saber que brinca;

– Os historiadores não mais acreditarão que os países gostam de ser invadidos;

– Os políticos que os pobres adoram comer suas promessas;

– Ninguém viverá para trabalhar, mas todos trabalharão para viver;

– Os economistas não chamarão mais o nível de vida de nível de consumo e nem chamarão de qualidade de vida a quantidade de coisas acumuladas;

– Os cozinheiros não mais acreditarão que as lagostas amam ser fervidas vivas;

– A morte e o dinheiro perderão seus poderes mágicos e nem por falecimento e nem por fortuna um canalha se tornará um virtuoso cavalheiro;

– Ninguém levará a sério alguém que não seja capaz de tirar sarro de si mesmo;

– O mundo não estará em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza e a indústria militar não terá escolha a não ser declarar falência;

– Nenhum país irá prender os rapazes que se recusarem a cumprir o serviço militar, mas aqueles que quiserem podem servi-lo;

– A comida não será uma mercadoria nem a comunicação um negócio porque a comida e a comunicação são direitos humanos;

– Ninguém morrerá de fome;

– As crianças de rua não serão mais tratadas como lixo, porque não haverá mais crianças de rua, as crianças ricas não serão tratadas como se fossem dinheiro, porque não haverá mais crianças ricas;

– A educação não será privilégio daqueles que podem pagá-la;

– A polícia não será a maldição de quem não possa comprá-la;

– A justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viver separadas, serão novamente juntas de volta, bem grudadinhas, costas com costas;

– Na Argentina, as “Loucas de la Plaza de Mayo” serão um exemplo de saúde mental porque elas se negaram a esquecer nos tempos de amnésia obrigatória;

– A Santa Madre Igreja corrigirá algumas erratas das tábuas de Moisés, e o sexto mandamento mandará festejar o corpo, a igreja também ditará outro mandamento que Deus havia esquecido: “amaras a natureza da qual fazes parte”;

– Serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma;

– Os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles se desesperaram de tanto esperar e se perderam de tanto procurar;

– Seremos compatriotas e contemporâneos de todos os tenham vontade de beleza e vontade de justiça, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem se importarem nem um pouquinho com as fronteiras do mapa e ou do tempo,

– Seremos imperfeitos porque a perfeição continuará sendo um chato privilégio dos Deuses;

– Neste mundo trapalhão, seremos capazes de viver cada dia como se fosse o primeiro e cada noite como se fosse a última.”

Autor: Eduardo Galeano

Para que serve a utopia?
A utopia está no horizonte.
Eu sei muito bem que nunca a alcançarei
Se eu caminho dez passos,
ela se distanciará dez passos.
Quanto mais a procure,
menos a encontrarei.
Porque ela vai se distanciando,
quanto mais me aproximo.
Então, para que serve a utopia?
A utopia serve para isto:
para caminhar.
Fernando Berri
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