Sal Marinho Cinza

O sal marinho não refinado, em seu estado bruto (grosso – geralmente de cor cinza), principalmente aquele conhecido popularmente como “sal de córrego”, é repleto de minerais e iodo no estado orgânico (I2), melhor assimilável pela glândula tireóide.

Além do iodo, esse sal contém uma série de minerais de importância vital, inclusive para o bom funcionamento do nosso intestino!

As crianças precisam do sal para o bom desenvolvimento de seu sistema nervoso e a saúde como um todo.

sal “comum”, de cozinha, que se encontra nos supermercados (e também na maioria dos alimentos processados industrialmente) é o cloreto de sódio. Este sal passou por processamento em altas temperaturas, sofreu alterações em sua estrutura molecular original e sofreu a remoção de minerais vitais da sua composição (”refinamento”). O sal comum contém uma série de aditivos, agentes “anti-caking”, antiumectantes, e até açúcar! Seu consumo excessivo está associado à hipertensão arterial, retenção de líquido, doenças cardiovasculares e renais.

A maior preocupação deve se concentrar em evitar o uso de alimentos industrializados (aqueles que já vêm “prontos”, em caixinha, vidrinho ou latinha). Na natureza, a maioria dos alimentos possui uma proporção maior de potássio que sódio. Essa proporção pode chegar até 10 partes de potássio para uma de sódio (a título de curiosidade, a beterraba in natura possui uma proporção, em média, de 4 partes de potássio para uma de sódio; a carne in natura, cerca de 5:1, o fígado bovino in natura, cerca de 6:1 – partes de potássio:sódio). Para a indústria tranformar uma série de alimentos em sopas e outros produtos enlatados, ela primeiro desidrata esses alimentos. Com a desidratação, vai-se embora a água, e também quase todo o sódio e potássio.

Esse alimento, agora desidratado, é mais propício ao armazenamento e distribuição, porém ao ser reidratado para o processamento final, fica absolutamente desprovido de sabor – a não ser que se acrescente, neste momento, sal. Bem, nessa hora, a proporção potássio:sódio se inverte: esses alimentos passam a ter até 200 partes de sódio, para 1 de potássio!

É claro que, em condições assim, não há equilíbrio hidroeletrolítico que agüente!

Agora vejamos as vantagens do sal para a indústria de alimentos: Ele dá sabor a comidas sem graça; possui a capacidade de “engrossar” sopas, tornando-as menos aguadas; aumenta a sensação de sabor doce em produtos como refrigerantes, biscoitos e bolos; ajuda a disfarçar qualquer tipo de sabor metálico ou retrogosto de produto químico em produtos como refrigerantes; e diminui o ressecamento de certos produtos de confeitaria, além de agir como conservante.

Uma coisa é acrescentar sal – até mesmo o sal comum, ouso dizer – a um alimento in natura, com sua proporção normal de potássio para sódio. Outra coisa é adquirir um produto já com essa proporção invertida ao máximo. Nesse produto, não é aquele salzinho a mais que será o responsável pelo prejuízo à saúde. Ele já chegou à mesa com proporções antinaturais de sódio:potássio.

Adicione-se à tendência de consumir produtos processados industrialmente, a tendência de basear grande parte da alimentação em pães e cereais – fontes pobres de potássio.

No contexto de uma alimentação praticamente isenta de produtos industrializados, salgar a gosto não trará prejuízos à saúde e não alterará a pressão arterial.

Nós somos Salgados por Dentro

O sangue, suor, lágrimas e até nossa urina, são salgados. É importante reabastecer o sal do nosso organismo, utilizando o sal adeqüado: aquele não refinado, em estado bruto. O assim chamado “sal de córrego” possui literalmente dezenas de outros minerais em sua composição, que podem auxiliar não apenas na digestão, mas até na normalização da função intestinal.

Pesquisas iniciais apontaram para uma correlação entre ingestão de sal e hipertensão, porém estudos subseqüentes indicaram que a restrição de sal pode prejudicar o organismo. Um estudo levado a cabo em 1983 e publicado em uma revista médica de alto impacto [JAMA 250(3): 356-69) mostrou que, em alguns casos, a restrição do sal provocava o aumento da pressão arterial! Um estudo da década de 1930 demonstrou que a deficiência de sal levava à diminuição e perda do paladar, fraqueza, cãibras e lassidão.

Com poucas exceções, todas as culturas tradicionais utilizam algum sal. Populações primitivas isoladas, longe dos mares e outras fontes de sal, queimavam ervas dos pântanos ricas em sódio e adicionavam suas cinzas aos alimentos.

O sal proporciona não apenas o sódio mas também o cloro, necessário para a fabricação de ácido clorídrico e para a função do cérebro e sistema nervoso como um todo, além de outros processos orgânicos. O componente cloro do sal ativa as amilases, necessárias para a digestão dos carboidratos.

A necessidade de sal varia de acordo com o indivíduo. Pessoas com insuficiência da glândula adrenal (muito comum em nossos tempos de estresse) perdem mais sal na urina e precisam repô-lo com mais sal na dieta, enquanto que para outros indivíduos, o consumo excessivo de sal provoca excreção de cálcio pela urina, podendo contribuir para a osteoporose. O consumo excessivo de sal também expolia o potássio.

O sal é um potente ativador enzimático. Indivíduos cuja dieta é composta exclusivamente de alimentos crus (como por exemplo os esquimós), não necessitam de quantidades extras de sal; porém indivíduos que subsistem numa dieta composta, quase na sua totalidade, por alimentos cozidos, como os chineses, requerem quantidades extras de sal para ativar enzimas em seus intestinos.

A maioria das discussões sobre o sal não toca no assunto do processamento. Poucas pessoas se dão conta de que nosso sal, assim como o açúcar, farinha e óleos vegetais, é altamente refinado; é o produto de processamentos industriais envolvendo altas temperaturas e reações químicas que retiram minerais valiosos como o magnésio e outros microminerais de ocorrência natural no sal marinho. Para tornar o sal sequinho, adultera-se o produto com diversos ingredientes potencialmente prejudiciais, inclusive compostos de alumínio. Para substituir os sais de iodo natural retirados pelo processamento, acrescenta-se iodeto de potássio em quantidades que podem ser tóxicas, dependendo do indivíduo e do nível de consumo. Para estabilizar este produto iodado (volátil), adiciona-se dextrose (açúcar), o que dá a esse sal uma coloração arroxeada. É nesse momento que entra um agente “branqueador”, a fim de devolver ao sal sua cor branca.

Sal Marinho Cinza Grosso Natural

O sal marinho seco naturalmente no sol contém traços de vida marinha que fornece iodo em sua forma orgânica. Alguns pesquisadores afirmam que esta forma de iodo permanece por mais tempo nos líquidos corporais (semanas), enquanto o iodo inorgânico acrescido ao sal passa pelo organismo muito rapidamente.

Até mesmo a maioria dos assim chamados sais marinhos passa por métodos industriais de produção.

Tanto o excesso quanto a deficiência de iodo podem levar a problemas da glândula tireóide, como bócio, hipertireoidismo e hipotireoidismo. O sal iodado pode prevenir os sintomas manifestos do bócio e até reverter a glândula tireóide para seu tamanho normal; mas não previne outros sintomas tireoideanos, como a obesidade, baixa vitalidade, fragilidade óssea e dentária, vários distúrbios sexuais e mentais.

Gros Sel de Guérande: Le Guerandais (Sal Grosso de Guérande: Le Guérandais)

 

É um sal marinho cinza, úmido, não refinado (livre de aditivos) e rico em Magnésio. É encontrado na zona costeira da região de Guérande, no norte da França. Sua cor cinza claro, quase roxa vem da argila encontrada nas salinas. O sal é recolhido à mão usando métodos tradicionais celtas. Este sal cinza ganhou grande fama no mundo alta culinária nos últimos anos e é considerado por muitos como o sal cinza de melhor qualidade disponível no mundo. Este sal tem três tipos: grosso, fino, e fino extra. E o melhor para a nossa alimentação é do tipo “grosso“.

Onde comprar o “Gros Sel de Guérande” da marca “Le Guérandais” no Brasil?

Este sal é importado da França, chama-se “Gros Sel de Guérande”. No Brasil, você o encontra em pacotes de um quilo (preço em torno de US$ 6,00) em casas que vendem especiarias para Gourmets:

Em Sorocaba SP:
Vendinha Orgânicos
Rua Antonio Perez Hernandez, 125 – Loja 74 – Mercadão Campolim, Sorocaba – SP, 18048-115 Telefone(15) 3327-1150

Observação

Se você souber de outra empresa vendendo aqui, no Brasil, um bom sal marinho grosso, natural, não refinado e sem aditivos, por favor, nos envie um e-mail para a nossa caixa postal florais@florais.com.br e teremos o maior prazer em divulgá-lo em nossa lista acima.

Fonte: DR. ALEXANDRE FELDMAN com a matéria “O Sal (verdadeiro) é Legal!” no sitehttp://pat.feldman.com.br – com algumas modificações e implementações.

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